Repicando um sino,
entoando um hino,
o amor que renasce
é forte e aquece.
Tem cheiro de sonho
bailando risonho.
Perfume que emana
da flor soberana.
Encanto que impera
e o povo aglomera
buscando alegria,
gastando energia.
Abraço que aperta
e o ardor liberta.
No riso floresce,
no olhar aparece
a velha doçura
sem mais amargura.
Um peito reclama
surgir nova chama
de amor que não morre
nas mãos que o socorre.
Brotou a esperança
no chão que não cansa
de só germinar
sem nada cobrar.
E tu que definhas
na curva que alinhas,
sem mesmo sondar
o teu caminhar...
Não quero que tombes
nem mesmo que zombes
do alegre balanço
dos passos que tranço,
pois minha é a meta
e não saio da reta.
Por mais que me custe
eu hei de chegar!