Curiosidades

• A primeira edição de Cruzeiro é de 10 de novembro de 1928.

• A primeira personalidade a aparecer em uma capa foi o Rei Alberto da Bélgica, no número 2
  (17/Novembro/1928), e a primeira capa utilizando uma foto mostrava Santos Dumont número 5
  (08/12/1928).

• Ininterruptamente, a revista foi editada de 1943 a 1975.

• Grandes nomes fizeram história em O Cruzeiro. Dentre eles, Millôr Fernandes, Péricles
  de Andrade Maranhão (criador de O amigo da onça) e Rachel de Queiroz.

• Geralmente as capas traziam modelos, atrizes e mulheres bonitas.
  Eram raras as capas políticas. Getúlio Vargas, JK, João Goulart e Jânio Quadros
  estão entre essas raridades.

• A revista tem recordes ainda não quebrados como edições com mais de 750 mil exemplares
  (até hoje, proporcionalmente, a maior) e sua longevidade, 47 anos (só agora, em 2003,
  Veja completou 35 anos).

• A última edição de O Cruzeiro é de julho de 1975, com Pelé na capa, então jogador do Cosmos,
  vestido de Tio Sam.



Amigo da Onça

O famoso personagem foi criado pelo cartunista pernambucano
Péricles de Andrade Maranhão, em 1943,
e publicado de 23 de outubro de 1943 a 3 de fevereiro de 1962.
Os diretores da revista O Cruzeiro queriam criar um personagem
fixo e já tinham até o nome, adaptado de uma famosa anedota.

Dois caçadores conversam em seu acampamento:
- O que você faria se estivesse agora na selva
  e uma onça aparecesse na sua frente?
- Ora, dava um tiro nela.
- Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
- Bom, então eu matava ela com meu facão.
- E se você estivesse sem o facão?
- Apanhava um pedaço de pau?
- E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
- Subiria na árvore mais próxima!
- E se não tivesse nenhuma árvore?
- Sairia correndo.
- E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro, já irritado, retruca:
- Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Péricles morreu de forma trágica.
Na noite de 31 de dezembro de 1961,
ele escreveu 2 bilhetes,
reclamando da solidão,
fechou todas as portas do seu apartamento
e ligou o gás.
Antes, o último gesto do criador do Amigo da Onça
foi colocar um aviso na porta,
escrito à mão:
"Não risquem fósforos".
Que tristeza: numa véspera de Ano-Novo.

Propagandas Antigas para Recordar e Matar a Saudades:


                                        

             


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http://memoriaviva.digi.com.br/ocruzeiro


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